Um ano em 40 segundos

Esta captação de Eirik Solheim, realizado sobre um ano, permite apreciar a passagem de uma estação à outra. A técnica utilizada: fotografias tomadas à intervalos regulares e reunidas em 40 segundos







Day to Night por Stephen Wilkes

Juntar o dia e a noite numa mesma foto. Essa foi a ideia do fotógrafo Stephen Wilkes que, com criatividade, encontrou uma forma inovadora para retratar Nova Iorque, a cidade que nunca dorme.
O fotógrafo conta que a ideia do projeto "Day to night" surgiu sem pretenções enquanto fotografava para revista LIFE os cenários do filme “Romeo e Julieta”, em 1996
Há quem pense que as fotos não passam de uma mesclagem absurda de camadas no Photoshop. Esses estão enganados. Wilkes diz que passa, pelo menos, dez horas fotografando as cenas da mesma perspectiva. O trabalho é árduro, mas só assim ele consegue capturar o processo de modificação da luz, registrando a transição do dia para a noite. A segunda parte do processo consiste em unir as fotografias, o que demora, segundo ele, cerca de duas semana para conseguir o resultado desejado.
O fotógrafo também já disse que pretende repetir o projeto com algumas cidades brasileiras. Enquanto não somos presenteados, só nos resta ficar deslumbrados com as entonteantes imagens de "Day to Night" em Nova Iorque.


















Fabirca da Canon no Brasil ?


Nada como ter uma ótima notícia em começo de semana…

Poucos dias após o lançamento de sua câmera
T4i/650D recebo a boa nova: a Canon montará sua primeira fábrica fora do continente asiático, em Manaus (AM – Brasil), e esta será voltada à produção de câmeras. O investimento será de 110 milhões de ienes (mais de 2,8 milhões de reais – cotação atual) e as operações deverão começar antes do início da Copa Mundial de Futebol: em julho de 2013.

Diz o comunicado da marca à imprensa: “Recentemente, o mercado de câmeras digitais tem mostrado crescimento constante, liderado por países emergentes. O Brasil, em particular, tem um grande mercado, com demanda que deve crescer, o que tem criado a necessidade de termos um fornecimento estratégico de produtos”. Atualmente a empresa possui mais de 350 funcionários diretos no país, onde atua desde 1974 com equipamentos de impressão – a distribuição de câmeras é por distribuidores autorizados. Na fábrica trabalharão mais 60 empregados até o fim de 2013.

De acordo com dados da consultoria GfK Retail and Technology divulgados pelo jornal Valor Econômico, as vendas de câmeras digitais no Brasil aumentaram em 28%. A meta é alcançar, em dois anos, a liderança em vendas de câmeras compactas no país – hoje a marca ocupa a nona posição. O Brasil só perde para o Japão, a China e os Estados Unidos em mercado de câmeras digitais.

Não foi a primeira das principais marcas de câmeras fotográficas: a Nikon já havia anunciado, há pouco mais de um ano, a criação de uma subsidiárias brasileira, com possibilidade de abertura de fábrica. Particularmente não sei se tais investimentos viriam a solo brasileiro sem a previsão da Copa de 2014, mas tanto eu quanto meus amigos canonzeiros ficamos bastante felizes com a novidade e, claro, esperançosos quanto a uma possível queda nos preços das câmeras. Aguardemos.

Canon lança sua T4i/650D com tela de toque e nova linha de objetivas

Sexta-feira (08) foi um dia muito bacana, e não falo do prazer que costuma ser uma sexta-feira para quem não trabalha cedo no sábado. Falo do lançamento da Canon, que resolveu entrar de cabeça na era touch da fotografia, lançando a câmera T4i/650D (Brasil/Europa) com usabilidade tão tátil que já tem quem queira apelidá-la de iCanon. E como se não bastasse esse ingresso da marca no mundo da interação por toque (e não bastava mesmo, já que a Sony, outra titã do mercado, já havia feito isso), resolveram um velho problema: o autofoco (AF) deficiente nas câmeras da linha xxxD, especialmente em vídeo.
Uma touchscreen não era mais algo novo no mercado fotográfico, mas ao que os vídeos indicam, a Canon quis tornar a coisa realmente interessante na T4i, de modo que deslizar o dedo na tela de sua câmera fosse tão bacana e intuitivo quanto usar um iProduct (iPad, iPhone…) – incluindo suporte a multitouch, como bem indica o press release e foi demonstrado pelo CNet. Juntando isso com a possibilidade de mudar o ângulo do monitor de 3”, que já existia na sua antecessora, a T3i/600D, temos uma bela facilidade para quem quer tirar fotos ainda mais facilmente, especialmente fotografia noturna, quando nem sempre é possível ver com clareza os botões da câmera, e lanternas podem não ser bem vindas (fotografando animais perigosos, por exemplo).
Falando em melhorar o que já era bom, o LCD continua tendo a já tradicional e ótima resolução de 1,04 milhão de pontos das últimas câmeras da Canon, garantindo, ainda, uma definição maravilhosa para os amadores e profissionais que queiram fazer uso desta pequena grande câmera que só é considerada “de entrada” porque as outras são de soltar palavrão de tão boas ao que se prezam. A propósito, desconfio que a Canon quando lançar a sucessora da T3/1100D vai manter o monitor de toque como diferencial e não colocá-lo na 1200D (ou será 1150D?).
Como eu ia dizendo… o “velho” monitor continua, agora reconhecendo toques e gestos, mas além disto, a Canon não esqueceu-se de algo que era fonte de reclamações (minhas, inclusive) e tratou de sanar a falha: o sistema de AF bastante ruidoso e ineficiente em modo LiveView, fosse para fotografar ou para manter assuntos focados numa gravação de vídeo. Resolveram a questão acrescentando os mesmos 9 pontos de foco cross-type das xxD (a exemplo da elogiada 60D) e ainda uma nova linha de objetivas, com motor que denominaram de stepper motor (STM), inaugurada pela 18-135mm STM e uma curiosa 40mm f/2.8 STM estilo pancake (ultracompacta e leve). Enfim, chega de estar gavando aquele vídeo precioso e ver que o assunto saiu de foco e para que ele volte a ficar em foco você precisa aturar um autofoco ruim, ou ter que utilizar o foco manual, e aí mudar as mãos de posição para desligar o AF e rodar o anel de foco… os aspirantes a cineastas usuários da Canon certamente estão agora bastante ansiosos para adquirir sua T4i (se não já adquiriram a 60D ou outra, claro).
Isso torna a T4i a primeira EOS a ter um sistema duplo de foco, que permite não apenas manter assuntos em foco ao fotografar, mas também ao filmar, e junto com o processador Digic 5 (outra “novidade” que veio das câmeras mais avançadas e da compacta G1X), clicar enquanto filma com qualidade. Tão bom é o processador que ele permite ainda disparar 5 fotos por segundo, facilitando bastante a vida de quem adora/precisa fotografar motivos com bastante velocidade mas não pode pagar por uma 7D, por exemplo. A T3i tinha fps de 3.7, enquanto que a 7D faz 8 fotos/segundo, e assim a T4i torna-se um interessante ponto intermediário nessa questão, igualando-se à lendária Nikon D90.

Outro recurso novo que não é de todo original, e este já era característica muito citada por defensores da Nikon – de novo ela -, é o disparo de flash remoto sem fio e sem transmissor dedicado ou uso de flash pop-up como disparador. Ou seja, um Speedlite Transmissor integrado à câmera, sem crescimento de seu corpo. Agora os canonzeiros podem finalmente dizer “ei, eu também posso fazer isso” e explorar bem mais as possibilidades de disparar remotamente seus flashes sem necessitar de triggers, rádios ou outro transmissor. Ao menos é o que espero para a maioria das situações – não devem demorar a aparecer os testes deste recurso, assim como de tudo que a câmera tem, mas estou confiante.